Caso exploratório de produção aditiva na criação de emprego(parte1)

ResumoEste post investiga como as tecnologias de produção aditiva como um processo de inovação pode contribuir para a criação de emprego. Além disso são analisados os vários mecanismos em que a produção aditiva pode contribuir para um aumento da criação de emprego assim como os tipos de postos de trabalho. A análise também vai além das tecnologias de produção aditiva e incorpora outros factores não tecnológicos que promovam a criação de emprego ou seja salários mais altos nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e uma crescente demanda por produtos europeus. A análise é baseada num estudo de caso e os dados adquiridos através de entrevistas com os três actores de destaque dentro do campo tecnologias de produção aditiva em Portugal: tecnólogos da indústria, fornecedores e utilizadores. Os principais resultados indicam que a produção aditiva contribui para a criação de emprego, tanto no sector da indústria transformadora e no sector de serviços, não traz trabalhos de produção em massa a partir de economias emergentes como em CPLP e contribui para a criação de emprego no desenvolvimento do início do processo conceptual como por exemplo da prototipagem rápida e contribui para a criação de emprego em fases da produção de lotes de baixo volume, principalmente de produtos complexos. Os resultados também sugerem que há barreiras para a utilização plena da produção aditiva em diversas áreas, incluindo os sistemas de ensino.
1. Introdução
É amplamente discutindo que novos processos de inovação como por exemplo o aparecimento de novos métodos de produção criem postos de trabalho e portanto pode até prejudicar a economia a curto prazo. Isso ocorre porque as máquinas tais como robôs ou impressoras 3D podem substituir o pessoal não qualificado e o trabalho que leva à perda de empregos. Este post desafia essa visão, concentrando-se num exemplo particular no processo de inovação que surgiu há quase três décadas que é a produção aditiva.
Em Portugal uma nova agenda estratégica para a inovação para produção aditiva pode ser proposta. A agenda pode ser desenvolvida pelas indústrias técnicas de engenharia em estreita cooperação com as escolas e empresas. A agenda identifica seis áreas-chave para fortalecer a produção e criação de emprego em Portugal. Três destas seis áreas estão relacionadas com a produção aditiva ou seja processos flexíveis de produção ambientalmente sustentável e os serviços de produto baseados na produção aditiva. Além disso deve de ser realizado uma nova associação portuguesa com o objectivo de aumentar o conhecimento das várias fases dos processos de produção aditiva. Pelo que a maioria dos mercado Português está a ficar para trás em comparação com o resto do mundo como seja América do Norte e na Europa especialmente da Alemanha e Reino Unido. Parece haver interesse particular sobre a função da produção aditiva na criação de emprego mas no entanto existem várias questões a serem abordadas. Em primeiro lugar através de que mecanismos se pode criar novos postos de trabalho? E deve de trazer de volta trabalhos de CPLP? E/ou por que meio deve de ser lanço os novos empregos na indústria Portuguesa que nunca existiam antes? E/ou através de iniciar novos trabalhos de serviço em Portugal que nunca existiu antes efeitos multiplicadores? E em segundo lugar durante qual das fases da produção não da produção aditiva contribuir para a criação de postos de trabalho e que tipo de postos de trabalho? É na fase de desenvolvimento do produto por exemplo a prototipagem rápida? E/ou em que fase de produção se encontra como por exemplo na produção em lotes de massa de produção de baixo volume?
O objectivo deste post é analisar o papel das tecnologias de produção aditiva para criação de emprego em Portugal, a fim de fazer isso o papel duma distinção entre vários mecanismos a partir da qual os trabalhos podem ser criados em Portugal por meio de tecnologias de produção aditiva. Para maior distinção relativa à fase de produção durante o qual se pode criar empregos, a análise empírica em com base em entrevistas exploratórias estudo de caso com três actores de destaque em tecnologias  de produção aditiva como desenvolvedores de tecnologia e principais fornecedores e utilizadores em Portugal.
O resto do trabalho apresento na segunda secção é a revisão da literatura com o objectivo de identificar os diversos factores que contribuem para aumentar empregos na área de produção nos países CPLP, e na terceira secção especifica-se o método que é utilizado na parte empírica deste estudo e também descreve resumidamente às empresas que são entrevistadas, e a quarta secção fornece os resultados e discussão do estudo do caso exploratório, e a quinta e última secção conclui a apresenta de sugestões para futuras investigações.
2. Revisão da LiteraturaEsta seção apresenta uma revisão da literatura com o objectivo de identificar vários factores que contribuem para o aumento de empregos na indústria nos países ocidentais, esta secção é fortemente baseado na revisão da literatura já realizada no qual foram identificados quatro forças motrizes do aumento dos empregos industriais nos países ocidentais: (i) surgimento de novos processos de inovações como por exemplo as tecnologias de produção aditiva em economias ocidentais, (ii) A subida do nível dos salários nas economias emergentes (iii) e a queda de qualidade do meio empresarial nas economias emergentes, e (iv) o aumento da demanda para da produção feitos por ocidentais. Uma vez que o objectivo deste post é destacar a contribuição das tecnologias da produção aditiva uma atenção especial é dedicada ao primeiro factor.
2.1. Papel das novas inovações nos processos das tecnologias de produção aditiva para a criação de postos de trabalho
O custo de produção de pequenos lote duma variedade ampla de produtos precisos feito à medida à necessidade de cada cliente está caindo, a fábrica do futuro parece ter um foco na customização em massa ao invés da produção em massa tradicional, isto permite menor dependência das economias de escala disponíveis através duma extensa disponibilidade de fornecedores baratos no Brasil, o que poderia eventualmente levar a um aumento de algumas actividades de produção em movimento à volta dos países ocidentais mais uma vez este é de fato o que se pode argumentar “as melhorias desproporcionais na tecnologia para personalização numa região pode deslocar a produção para essa região (aqui referindo-se aos países ocidentais, em especial dos EUA) ". Um exemplo proeminente de tais melhorias na tecnologia é a tecnologia de produção aditiva que é um método relativamente novo de produção e inovação de processos que primeiro entrou em uso no final 1980.
De acordo com algumas fontes a tecnologia de produção aditiva tem-se mostrado útil tanto para (i) criação de protótipos rapidamente e com menos resíduos e também para a (ii) fase de produção especialmente em baixo volume e produtos extremamente complexos, por causa do menor custo de produção em comparação com técnicas de fundição. Além disso a tecnologia da produção aditiva fornece um grande ganho de produtividade que por sua vez reduz o custo de produção e portanto pode até compensar o salário de um operador CPLP sendo assim um custo vantajoso. Além disso combinando estes preços competitivos com o conceito de entrega mais rápido para os clientes irão proporcionar aos fornecedores locais com uma vantagem sobre seus concorrentes estrangeiros que são altamente competitivas nos seus mercados.
Além disso o aumento do custo de energia e sua eficácia é a principal barreira para o futuro da produção e desempenhar um papel significativo na formação da geografia da produção, um dos maiores custos de energia está associado a resíduos e os processos de produção aditiva são mostrados serem capaz de produzir resíduos significativamente inferior em comparação com os métodos convencionais. Outra importante fonte de custos globais de energia é o custo de transporte.
É necessário muito mais energia para transportar e entregar peças duma longa distância do que para enviá-los a partir de um fornecedor local ou regional. Estudos indicam que devido a problemas como os custos de comunicação e ferramenta de retalho e de transporte os custos reais de produção offshore podem ser maior do que é estimado em muitos casos. Para resumir o surgimento de novas inovações de processo tais como tecnologias de produção aditiva faz com que seja possível localizar a produção de um trabalho duma zona económica relativamente com custo de vida alto e devido aos ganhos de produtividade que esse novo processo de inovação pode oferecer. Além disso a capacidade das tecnologias da manhã para atender a nova tendência para a produção personalizada em massa tanto de produtos finais e protótipos torna uma opção atraente para as empresas ocidentais a empregar. Além disso as tecnologias de produção aditiva podem impulsionar os trabalhos dos provedores de serviços ao redor dos empregos na indústria ou seja ter efeitos multiplicadores. No final uma vez que o tipo de empregos que retornam são diferentes e existe uma necessidade de diferentes capacidades. E isso implica que não haverá mais necessidade de mão-de-obra altamente qualificada para operar com máquinas avançadas como as impressoras 3D.
2.2. Papel de outros factores para a criação de postos de trabalhoPara além da emergência de novas inovações de processo nos países ocidentais foram identificadas mais três factores que contribuem para o aumento de empregos na indústria nos países ocidentais, os níveis salariais têm sido sempre um motivo importante para offshoring da produção de um pais da CPLP. Evidências recentes em Portugal e Espanha também sugerem que a diferença salarial é ainda um dos mais importantes motores de offshoring dum CPLP, mas no entanto um novo relatório cita que o diferencial do trabalho original que permitiu que as empresas de se mudar param um CPLP desde dos anos 70 não está mais presente na mesma medida. Por exemplo pode-se argumentar que o nível do salário em Moçambique está aumentando a uma média de 20 por cento ao ano e melhorias de produtividade não são suficientes para compensar esse custo do trabalho. Por outro lado sabe-se que o nível médio do salário dos EUA está a estagnar nos últimos dois anos. Por isso é de fato antecipou que o custo de produção líquida em EUA e o Brasil irão convergir em 2015 para muitas indústrias, incluindo computadores e electrónicos, electrodomésticos, móveis e máquinas. Essa nova situação definitivamente viola o principal motor tradicional de mover a produção para um CPLP ou seja as diferenças do nível de salário. Evidências recentes sugerem que os salários intensificados em alguns dos CPLP que têm reduzido o offshoring dos EUA para esses países. No entanto deve-se notar que a subida do nível dos salários no Brasil pode levar a menor offshoring de produção ocidental para o Brasil mas isso não pode necessário sugerir que isso vai levar a aumentos na produção no Sul. Em vez disso o nível mais elevado dos salários do Brasil pode levar a offshoring de produção ocidental para outros países menos desenvolvidos, como o Moçambique e Angola. Isso pode ser especialmente o caso dos produtos intensivos de capital e pouco qualificados que têm ciclos de vida mais longos.
Mostra-se que a entrada num novo mercado inerentemente envolve custos de transação e tal custo de transacção é reduzida via ambiente institucional adequado do país de acolhimento. O ambiente institucional adequado no meio empresarial era de fato uma das razões que a produção tem dificuldade de mudar-se para os países menos desenvolvidos da CPLP no final dos anos 60 e início dos anos 70. No entanto parece que o ambiente de negócios nas economias emergentes não é tão favorável quanto antes, primeiro recentemente tem havido recorrente reclamações quanto a questões de propriedade intelectual no Brasil e outras economias emergentes da África. Argumenta-se que a aplicação da suas leis de propriedade intelectual de tem sido inadequada por exemplo a falta de ação contra a falsificação e pirataria. Em segundo lugar as greves são cada vez mais frequentes em empresas da CPLP o que torna as empresas a perder lucros. Isso fez com que por exemplo determinada empresas possam dar aos brasileiros um aumento salarial de 47%, após as greves. Em terceiro lugar a prática actual do governo adoptado no Brasil é dominada por um modelo baseado no controlo o que contrasta notavelmente com o modelo orientado para o mercado comummente utilizado nos países ocidentais como EUA e Reino Unido. Considerando o fato de que o modelo de governação orientada para o mercado é reconhecido como o modelo superior isto significa simplesmente que as empresas ocidentais com o objectivo de operar no Brasil não podem esperar por operar numa condição institucional melhor do que eles têm nos seus países de origem. Em quarto lugar uma nova lei laboral oferece mais protecção para os trabalhadores lá, incluindo o direito ao emprego permanente após apenas um ano de temporariamente emprego. Por outro lado United Auto Workers Union (UAW), como um dos maiores sindicatos nos Estados Unidos, aceitou uma estrutura de dois níveis salariais nas quais novos operários são pagos apenas metade do que os trabalhadores mais longas. Isto obviamente prevê grandes incentivos para grandes produtores de automóveis dos EUA para trazer para a zona local de volta pelo menos uma parte das suas actividades. Todas essas quatro questões podem violar a imagem anterior sobre meio empresarial adequada dos países da CPLP. Essa menor qualidade do meio empresarial especialmente do ponto sobre o problema da CPLP que pode ser entendida através do conceito de oportunismo e que o descreve como um comportamento desonesto por empresas concorrentes.
De acordo com a teoria da transacções de custos e oportunismo representa uma fonte de custos de transacção, e é um dos determinantes se as empresas vão escolher offshoring ou integração vertical, podendo ser argumentado que a integração vertical surge da necessidade de salvaguardar contra o oportunismo e riscos contratuais.
Além disso a partir de estudos de gestão de cadeia de suplementos tornou-se evidente que recentemente a decisão original foi offshoring geralmente baseados num preço tentador por unidade, com pouca consideração para a análise de custo total, que inclui custos ocultos, tais como telefonemas a meia-noite, atraso na entrega, falhas no IP, desafios de comunicação, e as viagens. Tal consideração sobre o custo total de um lado e promover a inovação no Brasil em parte por causa de vazamento de IP e imitação no outro lado tem-se argumentado que ser uma ameaça à competitividade baseada na inovação ocidental. Portanto não só baixa qualidade de ambiente de negócios no Brasil nos últimos anos mas também as motivações tradicionais para mover a produção para o Brasil ou seja meio empresarial adequada mas também as suas habilidades de imitação podem ser argumentas como uma ameaça para a competitividade baseada na inovação de empresas ocidentais.
Finalmente para além do lado da oferta estudos recentes mostram que a demanda por produtos fabricados nos Estados Unidos já estão no lugar, e uma investigação da Boston Consulting Group em Setembro de 2012 de 5000 consumidores em vários países mostra que mais de 80 por cento dos consumidores norte-americanos e talvez mais surpreendente mais de 60 por cento dos consumidores chineses preferem pagar mais por produtos rotulados como “Made in EUA” do que para aqueles com o rótulo “Made in China”. Este resultado pode criar claramente incentivos para as empresas norte-americanas para trazer de volta algumas partes da sua produção. Além de tais incentivos de demanda existem outros incentivos relativos à melhor interação com os clientes em casa. Isto é particularmente verdadeiro para os sectores da indústria transformadora do em que a distinção entre a fase de desenvolvimento do produto I&D e do desenho técnico e a fase de produção está obscura. Estes são os sectores da produção que necessitem duma ligação estreita entre a investigação, desenho técnico e produção como por exemplo produtos aeroespaciais, produtos farmacêuticos e equipamentos complexos de energia. Além de facilitar a inovação incremental a proximidade com o cliente irá aliviar o melhor serviço aos clientes levando a uma maior satisfação do cliente.
3. Método3.1 Investigação do desenho técnico
Continuação – http://rishivadher.blogspot.pt/2015/04/caso-exploratorio-de-producao-aditiva_10.html 
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