Caso exploratório de produção aditiva na criação de emprego(parte2/2)

Continuação – http://rishivadher.blogspot.pt/2015/04/caso-exploratorio-de-producao-aditiva.html
3. Método3.1 Investigação do desenho técnico
O desenho técnico de investigação é uma investigação é baseada num estudo de caso exploratório, pois o objetivo deste trabalho é entender o como e o porquê de um fenômeno contemporâneo ou seja o aumento de postos de trabalho por meio de tecnologias da produção aditiva. Isto é particularmente uma investigação do desenho técnico adequado quando os investigadores que têm pouco controlo sobre o fenômeno. A entrevista semiestruturada qualitativa foi realizada para este caso de estudo de caso. Poder ia entrevistar algumas empresas nacionais mas isso requeria recursos financeiros e humanos que não possuo devido ao meu estado próprio atual de desemprego.
Estas empresas que fossem selecionadas para ser entrevistada deveriam de ser desenvolvedores de tecnologia proeminentes da produção aditiva em Portugal ou um dos principais fornecedores de equipamentos de produção aditiva em Portugal. No primeiro caso existiriam apenas duas empresas e uma delas seria selecionada. Neste último caso existem algumas empresas principais que são ou que fornecem tecnologias de produção aditiva ou que funcionam como agências de serviço de produção fortemente concentrando em produção aditiva. Este papel seleccionado os dois actores principais desse grupo de empresas para esta entrevista deste caso de estudo exploratório. As três empresas escolhidas neste trabalho têm vindo a fornecer tecnologias e equipamentos para a maioria das empresas e universidades em Portugal que adquiriram tais tecnologias de produção aditiva. Por isso eles poderiam fornecer uma profundidade de conhecimento sobre a própria tecnologia e do mercado e uma breve descrição de cada empresa é fornecido na secção caso de estudo. As entrevistas podem ser realizadas através de telefonemas que podem cada durar cerca de uma hora, e as entrevistas são gravadas em áudio, transcritas e pelos entrevistadores e validado pelos entrevistados. No entanto uma vez que a análise empírica é baseada em entrevistas a interpretação dos resultados e generalização e deve ser tratado com cuidado.
4. Resultados e discussão
Esta secção apresenta o resultado das análises empíricas com base em possíveis entrevistas dentro dos casos de estudo, sendo a discussão é agrupada em três subtítulos, em primeiro lugar a analisa como as tecnologias produção aditiva que contribuem para a criação de emprego em Portugal através de vários mecanismos. Em segundo lugar a analisa e os tipos de trabalhos que produção aditiva pode criar ou seja em que estágio do processo de produção aditiva pode ter um papel relevante. E finalmente a discussão vai além do factor de tecnologia produção aditiva e incorpora outros fatores não-tecnológicos, assim como havendo a hipótese dos resultados que podem ser resumidos na Tabela 1.

Tipos de novos empregos em acenção em Portugal
Fases dos processo de produção
Factores  influenciadores para o aumento do emprego
Empresa
Retoma
Inicia pela 1º vez (MGF)
Inicia pela 1º vez (Serviços)
Desenvolvimento do produto
Produção
1. Tecnologias de produção aditiva
Empresa01
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Empresa02
Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Empresa03
Não
Sim
Não
Sim
Sim
2. Aumento do ordenado minimo nos paises de paises subdesenvolvidos
Empresa01
Não
Sim
Não
Não
Não
Empresa02
Não
Sim
Não
Não
Sim
Empresa03
Não
Não
Não
Não
Não
3. Baixa qualidade de negocios nos paises subdesenvolvidos
Empresa01
Não
Sim
Não
Sim
Não
Empresa02
Não
Sim
Não
Sim
Sim
Empresa03
Não
Sim
Não
Sim
Sim
4. Demanda nos locais de produções Europeias
Empresa01
Não
Não
Não
Não
Não
Empresa02
Não
Não
Não
Sim
Sim
Empresa03
Não
Não
Não
Sim
Sim
 Tabela 1- O papel da produção das tecnologias tecnologia de produção no emprego
4.1. Como as tecnologias de produção aditiva contribuem para a criação de emprego em Portugal
Tecnologias produção aditiva actualmente não estão a trazer de volta empregos dos CPLP por causa de três razões. Primeiro de tudo a prototipagem rápida nunca esteve na CPLP como no Brasil por isso nunca pode voltar do CPLP. Em segundo lugar a produção em massa ainda é percebida a ser rentável no CPLP através de métodos de fabrico tradicionais. Em terceiro lugar há incentivos para as empresas portuguesas a permanecer ou ingressar no mercado CPLP como Empresa01. Assim a Empresa01 acredita que as empresas de produção ainda têm um incentivo para mudar a sua produção para os mercados CPLP quando consideram o mercado desses países ou como um mercado para seus produtos actuais e serviço ou como um futuro possível mercado, como por exemplo a Empresa01 acaba de abrir uma nova fábrica na em Moçambique porque não há um mercado enorme indústria alimentar. No entanto uma das empresas mencionou que no futuro se poderia esperar por contra exemplos. A Empresa02 mencionou que alguns dos trabalhos de trabalho intensivo como os produtos que dependem dos processos de produção intensivos em trabalho como por exemplo, a montagem de porcas e parafusos num produto com 2000 peças, poderia ser trazido de volta a Portugal através de aplicações de tecnologias de produção aditiva que permitem a fabricação dos mesmos produtos de uma forma de baixa intensidade de trabalho e produzir numa única peça. No entanto isto não acontece e ainda exige algum trabalho substancial de redesenhar o produto. Como Empresa03 afirma que não há nenhuma hipótese no mundo que se pode competir com a produção por injecção então o dinheiro está na produção em massa. As tecnologias de produção aditiva podem também promover a criação de emprego em Portugal via efeitos multiplicadores em diversas indústrias. A Empresa01 acredita que muitas empresas ou oportunidades de negócio têm sido criados em torno da tecnologia produção aditiva tal como as conferências e eventos globais, actividades de consultoria, sistemas de CAD, projetando empregos e desenvolvimento de software, assim como adicionando lojas de reparação como tarefas de serviços adicionais criados em torno das tecnologias de produção aditiva. Estes são exemplos de emprego que a tecnologia de produção aditiva cria no sector de serviços por ser afetado pelos mecanismos multiplicadores.
4.2. Fase dos processos da tecnologia de produção aditiva que criam empregosTecnologias de produção aditiva que estão a criar empregos na indústria Portuguesa em ambas as fases de desenvolvimento de produto aditiva (Empesa01, Empesa02, Empesa03). A Empresa02 também concorda com esta afirmação fornecendo um exemplo relativo à prototipagem rápida e produção de acessórios. O primeiro passo foi estabelecido desde a década de 90 pela Empresa02, enquanto a crescente aplicação da produto aditiva e que incide sobre os produtos de baixo volume e de desenhos técnicos complexos como para indústria aeroespacial. Os processos de produção dum produto com tecnologias de produção tradicionais como por exemplo, fabricação subtractivo são substancialmente dispendiosas devido às máquinas ferramentas dispendiosas que os países menos desenvolvidos não conseguem suportar assim como dos métodos de produção dos Portugueses. A Empresa01 também acrescenta que o custo das matérias-primas e energia não são baratas e não sendo baratas nos países dos CPLP particularmente em Angola. Os produtores da CPLP actualmente exigem apenas a produção de alto volume como por exemplo pelo menos vinte mil unidades e na maioria dos casos pelo menos duzentas mil unidades em comparação com que exigiu anteriormente em lotes de baixo volume que remontava a 25 a 30 anos atrás. Nesta situação um produto de baixo volume e de 50 a 100 unidades por ano não podem ser fabricados nem em Portugal nem CPLP utilizando tecnologias de fabrico tradicionais. Outro exemplo semelhante foi compartilhada por uma empresa baseada em Luanda sobre um dos produtos da Empresa02 e um dos produtos da Empresa03. Portanto as tecnologia de produção aditiva oferecem a oportunidade de produzir baixo volume e geralmente peças complexas como se fossem produtos desenhados em Portugal. Além disso a Empresa03 diz que as tecnologias de produção aditiva contribuem para as etapas de produção dos novos produtos como os desenhadores e produtores Portugueses que consideram as tecnologias de produção aditiva como um meio de produção a partir do zero quando estão a desenhar um produto. Em relação às etapas dos desenvolvimentos de produto como por exemplo de prototipagem rápida a aplicação da produção aditiva, Empresa03 acrescenta que essas actividades de desenvolvimento de produto pode ser sido feito em Portugal. Isto é devido a sua rápida recuperação e o rápido tempo de entrega. No caso da Empresa01 a prototipagem e prazo de entrega para seus clientes é de cerca de 2 ou 3 dias. Além disso a Empresa01 também mencionou o mesmo que a produção aditiva pode reduzir o tempo de entrega no mercado e as intervenções nos inventários, havendo assim uma mudança de tendência definitiva para a aplicação de tecnologias de produção aditiva em Portugal durante o período de implementação assim as pessoas falam menos sobre as próprias máquinas mas mais sobre o que estas máquinas podem fazer pela pessoa e esse nesse ponto onde o mercado começa a entender que produção aditiva não é só para prototipagem mas também para a produção real.
4.3. Outro fatores que contribuem para o aumento dos empregos em Portugal O aumento dos níveis salariais foram encontrados para não ser um factor tão importante em trazer de volta empregos para Portugal especialmente para as indústrias que não são trabalho intensivo como a Empresa01 tem uma declaração semelhante: A elevação do nível dos salários nos CPLP não pode trazer de volta empregos na fase de desenvolvimento do produto uma vez que os trabalhos relativos a esta fase foram sempre feitos em Portugal.
Baixa qualidade do ambiente de negócios nos CPLP pode ter um incentivo para manter a fase de desenvolvimento dos produtos Portugueses especialmente se considerar as fugas de propriedade intelectual dos países da CPLP em indústrias de alta tecnologia como a Empresa01 menciona que apesar das tecnologia de produção aditiva estarem disponíveis no CPLP e sendo razoável manter ou iniciar a produção de produtos aqui em Portugal tais como produtos digitais durante um período suficiente para evitar a complicação as relativa fugas propriedade intelectual.
A demanda por produtos produzidos na Europa está em demanda, quase todas as empresas pensam que a demanda por “Made in EU” é uma visão mais nacionalista e proteccionismo entre os clientes e europeus, no entanto a Empresa02 e a Empresa02 acham que estar perto do cliente pode facilitar a interacção com os clientes e aumentar a inovação incremental especialmente em produtos com um desenho técnico complexo dentro de baixo volume.
5. Conclusão e trabalho futuro
O objectivo deste trabalho foi analisar o papel das tecnologias de produção aditiva para a criação de emprego em Portugal. Duas questões de investigações são abordadas com o objectivo de investigar os diversos mecanismo em que as tecnologias de produção aditiva contribuem para a criação de emprego assim como são analisados os tipos de postos de trabalho. Em resposta a rq1: Como é que a tecnologia de produção aditiva contribuir para a criação de emprego em Portugal? Pode-se concluir que que as tecnologias de produção aditiva contribuem na criação de emprego tanto no sector da indústria transformadora e no sector dos serviços. No sector de serviços a criação de emprego é principalmente através de efeitos multiplicadores, também se conclui que as tecnologias de produção aditiva não trazem de volta os trabalhos de produção em massa das economias emergentes. Em resposta a rq2: em que fase de produção fazer tecnologias de produção aditiva criarem empregos? Neste caso de estudo conclui que as tecnologias de produção aditiva criam de emprego tanto em fases de desenvolvimento de produto por exemplo, de prototipagem rápida e em fases de lotes de baixo volume principalmente para produtos complexos de produção, a primeira fase foi estabelecida desde a década de 90 enquanto o segundo é a crescente aplicação de produção aditiva e que incide sobre os produtos de baixo volume de desenhos complexos como a indústria aeroespacial.
Este estudo também destaca algumas barreiras e oportunidades futuras para melhorar a importância da tecnologia de produção aditiva na criação de emprego. De acordo com a Empresa02 houve um investimento considerável em universidades e institutos de investigação na década passada por exemplo na Alemanha e no Reino Unido a aplicação da tecnologia de produção aditiva na produção por exemplo de equipamentos e peças únicas o que não era o caso em Portugal. A empresa03 observou semelhante que ainda não existe suficiente educação formal e formação nas universidades por isso a empresa precisa treinar seus funcionários nas empresas como por exemplo, a formação básica em máquinas.
A fim da exploração suplementar das tecnologia de produção aditiva em Portugal em Empresa03 sugere que há duas áreas importantes que as universidades portuguesas precisam para realizar a investigação a e desenvolvimento nesta educação pelo que existe pouco conhecimento disponível sobre o assunto.
Estas duas áreas relacionadas com a pré-produção e pós-produção são fase do processo de uma parte da tecnologia de produção aditiva. Os processos de pré-produção é a fase que trata da criação dos modelos CAD 3D para serem produzidos através dos sistemas de tecnologia de produção aditiva, da mesma forma a Empresa03 também enfrenta grandes desafios quando os desenhadores ainda pensam em alguma limitação no que diz respeito à produção subtrativa como a maquinação ou injecção de moldes, e os princípios do desenho técnico que são desenhados como produtos e que agora são produzidos através da tecnologia de produção aditiva. A pós-produção diz respeito ao controle de qualidade, o que significa como se pode garantir a repetibilidade de uma peça fabricada, isto é em que medida duas peças fabricadas com duas máquinas do mesmo tipo tenha a mesma qualidade.
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