Compromisso da utilização do produto pela pessoa (parte 6)

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Aqui tenta-se rever a visão para ultrapassar esses sistemas redutores e descobrir regras em como fazer. Ofereço um esboço especulativo de regras da utilização, esquemas de ação, dependente do momento e do fluxo de processo. Este esboço especulativo é motivado pelas questões: a computação pode elucidar ou facilitar processos de utilização ou é essencialmente antitético aos princípios teóricos de como fazer? A conjunção de uma descrição computacional e a utilização de um oxímoro?
Para responder a essas questões é fundamental considerar as propriedades matemáticas abstratas de vários sistemas computacionais que se tem em benefício e os compromissos teóricos implícitos na sua operação. Neste domínio um sistema computacional com potencial sugestivo não apenas para descrever a realização de atividades e incluindo para fazer a sua utilização, uma expansão recente da teoria computacional das gramáticas de forma. As gramáticas de forma são sistemas baseados em regras para descrever e gerar desenhos. As gramáticas de forma recentemente foram expandidas para fazer gramáticas que incluem a criação de coisas. Fazer gramáticas baseia-se em conjuntos de regras que correspondem a ações e transformações, ou seja, ações numa coisa no mundo, desencadeada sempre que se sente essa coisa particular. As regras são do tipo A->B, onde A, B são coisas no mundo físico e a -> é uma operação de substituição. A operação de substituição encontra uma instância ou uma cópia escalada, girada, refletida, etc. de uma coisa A numa cena e a substitui por uma coisa B.
Aqui exponho algumas características distintivas de fazer gramáticas que os diferenciam da maioria das abordagens computacionais. A maioria dessas características também são compartilhadas pelo sistema original de gramática de formas que fazia gramáticas expandidas de formas para coisas físicas. Fazendo gramáticas computar diretamente com o mundo real, em vez de com descrições ou representações do mundo. As regras de ação transformações não são deterministas e são desencadeadas pela perceção de que uma coisa pode ser encontrada embutida em vários contextos ou locais materiais. O reconhecimento de uma possibilidade de ação incorporada em um ambiente em mudança é diferente da maioria dos sistemas computacionais em que as regras são desencadeadas após a identificação de uma entidade específica numa cena. Ao substituir a operação de identidade em que aplicar regras sobre entidades fixas com uma operação de incorporação e aplicando regras em qualquer parte de uma entidade que ofereça uma oportunidade pela ação de um sujeito, fazendo As gramáticas permitem resultados imprevisíveis e emergentes, mas vale ressaltar que, se restaurado para o seu significado ecológico original, a noção de uma possibilidade viável que poderia ser analgizada com a incorporação, pois ambos se referem a possibilidades de ação que um sujeito específico reconhece duma situação particular.
A adaptação de fazer gramáticas para desenvolver um novo tipo de gramática para analisar ou gerar processos de utilização excede o escopo deste trabalho, aqui tenta-se apresentar um esboço provisório que destaca os principais princípios para a criação de tal gramática. O primeiro passo é a utilização de como constituindo atos transformadores. Isso é consistente com as perspetivas que discuti na seção anterior. As regras de utilização que em seguida, representam transformações que ocorrem quando os seres humanos se envolvem com as coisas. O segundo passo é identificar os diferentes tipos de transformações que ocorrem nos processos de utilização, categorizar diferentes tipos de regras. Reiterando a visão filosófica de que os produtos têm uma natureza dupla como objetos físicos e como entidades intencionais participando de intenções, objetivos e propósitos humanos, proponho distinguir entre transformações físicas e intencionais. As transformações físicas são aquelas que operam nas propriedades físicas dum produto. As transformações intencionais são aquelas que mudam a descrição dum produto em relação a um objetivo, propósito, intenção ou ação humana.
As transformações físicas podem ser divididas em transformações de forma que alteram a forma dum produto e as transformações espaciais que alteram a colocação dum produto em relação ao corpo dum sujeito. As transformações de formas podem incluir a mudança da forma física duma coisa flexível como por exemplo, esticar uma faixa elástica, pressionar um cubo de pasta de dente, dobrar um fio, etc. Também podem incluir a mudança da forma de uma coisa com partes e articulações como por exemplo, pressionando um botão, removendo a tampa de uma panela, dobrando uma palha etc. Note-se aqui que as transformações, incluindo o movimento de peças ou a mudança na configuração dum produto ainda são consideradas transformações da forma do produto em oposição às transformações na posição ou orientação duma de suas partes. As transformações espaciais referem-se a mudanças na posição ou orientação de todo o produto em relação ao corpo de um sujeito humano como por exemplo, puxando uma cadeira, girando a página de um livro, girando uma cesta de lixo para cima, etc. As transformações intencionais incluem a mudança de significados e descrições que um produto adquire em diferentes contextos de ação humana. Essas descrições podem ser intenções, objetivos ou propósitos que um produto é visto como cumprindo em cada etapa do processo de utilização. Essas descrições podem ser transformadas com cada ato de utilização.
Uma questão chave que decorre da distinção entre transformações físicas e intencionais pertence a sua relação, em que as transformações intencionais determinam transformações físicas ou vice-versa. Os dois tipos de transformação são completamente independentes, ou seja, não sabe se eles se correlacionam de alguma forma. Uma visão chave para abordar esta questão desafiadora é fornecida por um dispositivo na teoria das gramáticas de formas conhecidas como funções de descrição. Em amplos trabalhos de pincel, as funções de descrição associam dois conjuntos paralelos de regras, uma gramática que aborda os elementos espaciais e visuais dum desenho no neste caso as transformações físicas e um conjunto de descrições de finalidade ou outras características dum desenho técnico, como seja significado da tipologia. Todas as operações que acontecem no conjunto das regras físicas têm implicações para o conjunto intencional e vice-versa. No entanto as descrições intencionais não são uma pós-racionalização duma forma nem as transformações físicas são a realização duma ordem funcional predefinida. A IMAGEM04 apresenta um diagrama de uma configuração de gramática de utilização a ser desenvolvida e concretizada em trabalhos futuros.
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