Ferramentas para a inclusão através do desenho(part3)

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2. Métodos
Para entender as práticas do desenho alguns investigadores na área do desenvolvimento de produto participaram em algumas investigações como utilizadores e como parte de um processo de desenvolvimento iterativo, avaliando diferentes protótipos duma ferramenta de avaliação do desenho de inclusão. Este post destaca duas etapas do processo de desenvolvimento:
O primeiro caso o do protótipo inicial seja o original, na qual a ferramenta interativa foi modelada CAD 3D através do Fusion 360; o segundo caso seja a versão final da ferramenta através de simulações estáticas e dinâmicas construído para uma plataforma independente como poder-se observar mais à frente.
2.1. Seleção e dimensionamento do modelo
Foram tomados alguns cuidados para garantir que as ferramentas de investigação pudessem ser avaliadas por investigadores de produtos envolvidos em processos de desenho em contextos industriais. Portanto uma amostra intencional focada em dois grupos específicos os dos desenhadores industriais e os respetivos clientes pode-se formou num caso de estudo. Os desenhadores que sejam especializados em desenho de produtos, investigação e inovação para uma ampla gama de setores industriais e clientes. A amostra incluiu desenhadores de embalagens, de produtos e interfaces de pequenos eletrodomésticos diários seja aparelhos todos os dias, como cafeteiras, telefones, controles remotos e máquinas de café. Todos esses profissionais criam o tipo de produtos que encontramos nos catálogos dos revedores ou nas prateleiras dos supermercados. Com por exemplo, as empresas G e H, na Tabela 2, são empresas multinacionais de telecomunicações, com equipas de desenho internas e externas aos trabalhando em novos produtos. As empresas B e J são especializadas na produção de embalagens, enquanto as demais são especializadas na produção de pequenos eletrodomésticos. Assim uma melhor compreensão da prática do desenho em tais empresas pode elucidar como uma grande parte dos pequenos eletrodomésticos e embalagens do dia à dia que são criados.
Nesta investigação os clientes eram aqueles que contratam através de consultadorias de desenho técnico e que são responsáveis por representar os interesses da empresa proprietária do produto final, sejam pequenas ou grandes empresas, estes participam em reuniões para discutir ou selecionar propostas de desenho e que os produtos possam ser geridos pelos proprietários de empresas, gestores ou engenheiros de produção ou no caso de grandes empresas, todas juntas. As empresas e os participantes estão listadas na Tabela 2, onde os nomes, sejam empresas, desenhadores ou clientes, são substituídos por títulos como "Empresa A", "D1" e "C1", respetivamente. Todos os desenhadores e clientes são referidos pelos pronomes masculinos, que era uma opção, mas não significa que apenas desenhadores e clientes participaram do estudo sejam masculinos.
Num modo de amostragem de referência em cadeia, algumas empresas indicaram agências de desenho e algumas consultorias de desenho técnico indicaram outras consultorias. No início os investigadores apenas conseguem contactar apenas uma pessoa de cada empresa, que contata com outros funcionários e questiona sobre sua disponibilidade e desejo de participar no estudo. Um total de cerca de quarenta desenhadores e clientes participaram do estudo empírico: vinte e cinco desenhadores industriais e treze clientes. A amostra de desenhadores industriais foi formada por seis consultoras de desenho com sede no Brasil e uma empresa multinacional; os clientes eram das três grandes empresas multinacionais e duas pequenas e médias empresas.
A maioria dos desenhadores e clientes tem mais de dez anos de trabalho com o desenvolvimento de produtos, e sete deles chefes das equipas de desenho tiveram mais de vinte anos de experiência na área do desenho técnico. A Tabela 2 detalha o número de participantes e suas respetivas posições, empresas e a forma como participaram no estudo. Dependendo de sua disponibilidade, os participantes foram consultados ou observados, mas todos deram feedback relacionado à ferramenta que lhes foi apresentada. A versão final da ferramenta foi testada em projetos ao vivo em duas empresas - C e G.

Empresa Participantes
A Gestor de Projectos 2
Desenhador Sénior 2
Desenhador 1
Desenhador Comunicação 1
B Gestor de Projectos 1
Desenhador de embalagens 1
Desenhador Sénior 2
Desenhador 2
Des.de embalagens Sénior 1
Desenhador Comunicação 1
C Gestor de Projectos 1
Desenhador 1
D Desenhador Sénior 1
Desenhador Sénior 1
Desenhador Sénior 1
E Gestor de Projectos 1
F Gestor de Projectos 1
Desenhador Sénior 1
G Desenhador Comunicação 2
Gestor de Projectos 1
H Planeamento 1
Investigador 1
Desenhador UI/UX 1
Gestor de Projectos 1
Desenhador Sénior 2
Desenhador 1
I Fundador e Gestor de Projectos 2
J  Gestor de Projectos 2
K Fundador e Gestor de Projectos 1
Tabela 2
2.2. Processos
O procedimento foi pedir aos participantes que conversem sobre o processo do desenho, tal como ocorre na rotina de trabalho. Na maioria dos casos foram descritos processos de desenho baseado em exemplos. Após as conversas cos participantes foram convidados a comentar sobre uma ferramenta que lhes foi apresentada. Como resultado suas impressões, opiniões e sugestões foram adquiridas e utilizadas para desenvolver a ferramenta.
Os principais tópicos abordados em todas as entrevistas foram o processo do desenho; as técnicas utilizadas para avaliar as necessidades dos utilizadores finais; os tipos de ferramentas de desenho utilizadas; o que influencia decisões do desenho e como os requisitos são priorizados e as decisões são tomadas, sendo gravados e transcritos depois. As entrevistas apoiaram a investigação aprofundada das atividades do desenho através de opiniões, conhecimento e experiência dos participantes; considerando que as observações contextualizaram o que foi mencionado nas conversas e trouxeram novos conhecimentos à investigação, como o comportamento dos participantes, sendo que o detalhe e o contributo feito pelas entrevistas, observações e demonstrações para o desenvolvimento da ferramenta.
A ferramenta inicial foi desenvolvida com base em estudos passados sugerindo que o software de modelagem CAD ou tridimensional 3D fornece um ambiente eficaz para se comunicar com os desenhadores. Com base nos comentários recebidos que serão detalhados na próxima seção, a ferramenta foi alterada para uma plataforma independente, em vez da aplicação 3D. Nesta plataforma, várias interfaces foram apresentadas aos desenhadores num processo iterativo; no entanto, as principais mudanças foram feitas na ferramenta inicial, portanto é essa ferramenta inicial que é apresentada neste post assim como a versão final apresentada na ultima seção.
3. A ferramenta de avaliação interativa inicial
Continuação – https://rishivadher.blogspot.pt/2017/10/ferramentas-para-inclusao-atraves-do_2.html
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